quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Final Supertaça

Depois do excelente percurso traçado em 2008, Casablanca e Konsulta-mos puderam, finalmente, disputar a final da Supertaça! Os dois emblemas que militam, actualmente, na liga A, tiveram também um início de campeonato parecido, equilibrado por comparação um com o outro! Por isso mesmo, a final da Supertaça seria um jogo prometedor! O resultado é escasso em golos, o que demonstra que a final foi bem entregue a estas duas formações, apesar da superioridade final do Casablanca que venceu por 1 x 0 e leva a taça para casa, em conjunto com o seu nome marcado no historial Allstars!
O Casablanca já tinha vencido o Konsulta-mos este ano, nomeadamente o jogo da 4ª jornada do campeonato e talvez já tivesse estudado o segredo para o novo triunfo! (marcar mais golos que o adversário...) De facto, no cômputo geral, foi o Casablanca que jogou melhor e a vitória não sofre contestação. (lá está a história dos golos)Tudo isto apesar de os minutos iniciais terem pertencido ao Konsulta-mos, que começou o encontro a exercer mais pressão sobre
(alguma dessa pressão era exercida nas canelas adversárias) o adversário, mantendo como referência atacante o sempre perigoso Rui Costa (especialmente nas perdas de bola), atleta que correu muito na frente, conduziu bem os contra-ataques e revelou-se sempre o jogador com mais capacidade de fazer estragos. (que digam a malta da nossa defensiva) Os avançados esforçaram-se por chegar à frente com perigo, mas o tempo passou e a defensiva do Casablanca resolveu todos os problemas, forçando a falta de eficácia do Konsulta-mos. (como se tem eficácia se os outros resolvem os problemas todos... estou baralhado...) Na verdade, a reacção imediata do Casablanca fez-se notar muito por culpa da fantástica prestação de Diogo Gonçalves, jogador de eleição (então votem nele) que não deu um minuto de descanso à defesa constituída por Adriano Oliveira e António Pereira, (jogámos só com 2 defesas queres ver) os quais haveriam de experimentar um noite trabalhosa a partir desse momento. Mas seja dado mérito à dupla que, apesar do muito trabalho dado pelo adversário, não permitiu mais que um golo. A acção de Diogo começou por se ver através da marcação de um livre indirecto, mas que teve uma resposta irrepreensível de Luís Campaniço, o guardião do Konsulta-mos que foi buscar a bola ao canto inferior direito da sua baliza, (se assim fosse tinha sido golo... burro) desviando-a para o poste e, consequentemente, para a linha de fundo! Diogo voltou a tentar várias vezes o remate, bem acompanhado nesse capítulo por Paulo Teixeira, (famoso remate a dois) ambos formando um excelente tridente atacante com a companhia de João Jacinto, o rapidíssimo atacante que também deixou a camisola em campo. (se encontrarem, devolvam que deve cheirar mal) A equipa entendia-se melhor que o adversário e, por isso, era mais perigosa e acutilante no capítulo atacante, sem esquecer a segurança defensiva proporcionada por Miguel Fonseca. A equipa devia ter terminado o primeiro tempo na frente do marcador, mas quis o destino que, em várias oportunidade criadas, acabasse por ser através de um lance de algum sorte que acabaria por marcar o golo da vitória, logo no início da primeira parte! Diogo recupera o esférico no meio campo, corre pela direita e centra forte, vendo a bola embater nas pernas de um defesa e entrar na baliza! Mérito e sorte misturados (com umas penas de frango) no que acaba por ser a justiça no resultado, pois durante o resto do encontro, o Casablanca continuou sempre com mais vontade de vencer, vontade essa bem demonstrada por exemplo, por Paulo Teixeira, na esquerda, onde actuou com enorme garra e disponibilidade física, essencial para uma equipa que não levou “banco”. (quem se quer sentar, leva cadeira de casa) Claro que o Konsulta-mos criou algumas dificuldades, especialmente depois do golo. Inclusive, como em todas as finais, não deixou de criar oportunidades que terminaram em polémica, como o possível (com aquele àrbitro é mais impossivel) penalty sobre Pedro Nunes, em lance muito contestado, mas não concedido pelo árbitro do encontro. Mas é certo que foi menos acutilante que o Casablanca, parecendo não querer arriscar muito ou, pelo menos, o suficiente para chegar ao golo do empate!
Assim, o Casablanca levou o cobiçado troféu para casa! Sem contestação, com justiça e, certamente, com a sensação do dever cumprido! Como se disse anteriormente, é mais uma das equipas que já se pode orgulhar de marcar presença no historial Allstars e levar um “caneco” para casa! Só por isso, merece, obviamente, os parabéns!
(fim da crónica e a referência ao àrbitro lá apareceu como ele tanto desejava)

1 comentário:

Rui Costa disse...

Mas que prosa tão linda...
Não se percebe um boi do que este gajo para aqui escreveu..
Que nos valham as memórias do que lá se passou :-p